20 de abr de 2017

PROJETO TSARA DO BEIJA-FLOR EM PARCERIA COM A UNIÃO CIGANA DO BRASIL


PROJETO TSARA DO BEIJA-FLOR EM PARCERIA COM A UNIÃO CIGANA DO BRASIL 
por Marcia Cristina B. N. Varricchio

– RELATÓRIO DE ATIVIDADES DOS PERÍODOS 07 A 12/2016 E 01 A 04/2017
A União Cigana do Brasil e o Projeto Tsara do Beija-flor desenvolvem projetos de cidadania em comum. Por este motivo reuniram suas ações no que tange às tarefas de promoção à saúde, no contexto ambiental.
De julho a dezembro de 2016 foram produzidos livros introdutórios sobre Antropologia da Saúde referente ao saber Negro, Indígena e Rroma.
Bem como um livro sobre o cultivo vegetal com soluções ultradiluídas e dinamizadas visando ao incremento das atividades a partir dos diferentes empregos das plantas para o bem estar dos seres vivos.
Ainda nesta perspectiva ambiental, este tipo de cultivo poderá promover a recuperação em pequena escala do ambiente, em especial, no caso de pequenos agricultores que deles se alimentam e que da atividade agrícola subsistem.
A organização deste assunto por escrito têve como objetivo a orientação para a subsistência daqueles que vivem em tendas (dentre eles, também alguns grupamentos ciganos), dos que vivem em áreas esgotadas por causa de práticas inadequadas no manejo (dentre eles também alguns grupamentos ciganos), daqueles que precisam sair de suas áreas devido ao esgotamento dos recursos naturais (dentre eles, também alguns grupamentos indígenas).
É uma pequenina iniciativa, permitida em função de minha formação em Biotecnologia Vegetal e de toda uma produção bibliográfica que consta no Curriculum Lattes, bem como de atividades profissionais voltadas à promoção da Saúde Ambiental (biodiversidade e diversidade cultural).
Num processo de valorização de tudo aquilo que resgata a solidariedade e a humanização, através de gestos sensíveis, conscientes e de ações que promovam a sustentabilidade.
Todos estes livros com estes assuntos organizados possuem registro no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional e possuem registro no ISBN, podendo servir como fontes de consulta e de referência bibliográfica.
Toda renda destes quatro livros é revertida para os nossos projetos sócio-ambientais em comum. Sejam assistenciais, sejam educativos. Claro, cada grupo de trabalho (UCB e PTBF) permanece com as suas atividades específicas independentemente.
Porém estamos aqui para falar do que foi realizado em conjunto neste período.
Em primeiro lugar, gostaríamos de esclarecer que todo este trabalho realizado ao longo de anos corresponde a uma ação entre amigos, e não possui finalidade lucrativa. Embora transite pelo terceiro setor, não é uma Organização Não-Governamental. Não estamos ligados a grupos políticos, filosóficos e nem religiosos.
Apenas são pessoas que mobilizam-se para a resolução de necessidades locais temporárias em função do que representantes de comunidades espontaneamente nos trazem.
Corresponde a uma rede de relações de pessoas que se reúnem e discutem com eles, avaliando a melhor forma de colaborar, no sentido inicial de tirar sim as pessoas de situações de risco de carência alimentar, de carência material, de minus valia e de sofrimento moral e espiritual, promovendo a esperança.
Porém, principalmente, buscando o aproveitamento dos talentos para que subsistam financeiramente e construtivamente, de maneira independente.
Somos transitórios. Fazemos uma pequenina parte, a parte do beija-flor, no incêndio.
Por este motivo, redigimos este relatório. Pois pouco dinheiro circula em nossas mãos, mas muita confiança é depositada tanto da parte daqueles que a nós recorreram quanto da credibilidade daqueles que colaboraram com doações materiais e doações de seu tempo e de suas habilidades.
Coisas que não têm preço, só têm Valor.
Em especial, daqueles que souberam receber através deste movimento...
Todos nós recebemos, pois tivemos a possibilidade de vivenciarmos a integridade e a prosperidade ao recebermos, distribuirmos e melhorarmos artisticamente todo o material que por nós passou.
Com isto, tornamo-nos pessoas melhores. Aprendemos a realidade de outras culturas, respeitando-as, porém jamais falando por elas.
Ultrapassamos as fronteiras enquanto grupos específicos, e intensificamos a vida dos relacionamentos saudáveis, leais e solidários.
Enquanto projeto moral/espiritual (não religioso) trabalhamos com o conceito de melhor utilização, de reuso, reutilização, melhoramento, redistribuição do que não é mais usado. Quando possível, também reciclamos.
Esta transferência gera abundância, pois o desapego envolvido no ato de doar bem material e bem imaterial (escuta, reuniões, material de estudo e de trabalho), permite o abandono do passado e abre para o novo. E o novo é para todos. Reinícios, recomeços, ciclos que se fecham e que se abrem.
Realmente, diante da triste realidade brasileira e do mundo, muito pouco há para se comemorar, mesmo sendo o mês de abril...
Porém a vida é para ser celebrada! Para cada ciclo de trabalhos, celebramos.
A alegria, em verdade, será uma decorrência do posicionamento harmônico do espírito, da alma e do corpo, mesmo diante das dificuldades.
Acreditamos no conceito de qualidade de vida preconizado pela Organização Mundial de Saúde e buscamos seguir por intermédio dos diversos aspectos da mesma visando ao Bem-estar físico, mental, sócio-ambiental e espiritual (paz de consciência) nosso e daqueles que até nos chegam.
É um gesto pequeno que, pelo amor de todos os envolvidos, torna-se um pouco maior.
Realizamos neste período duas lindas festas temáticas primorosamente preparadas em casas com espaço, gentilmente cedidas por seus proprietários, onde os convidados fizeram lá, já as suas doações.
Outros participantes ainda espontaneamente ajudaram-nos na separação e recuperação das coisas.
Um grupo maior participou com entusiasmo de dois bazares. Nestes bazares, além da participação de pessoas ligadas ou não à UCB/TBF, representantes do Grupo Renascer da Fazenda Inglesa, elementos do Lar Dom Ignatio, membro da marca Bubupet, pastores protestantes, professores universitários de Petrópolis e do RJ, além de dirigentes de outros bazares permanentes doaram ou dinheiro, ou material para os bazares ou também o seu tempo.
Todos colaboraram na divulgação dos eventos.
A partir desta arrecadação foram realizadas compras:
- Aparelhagem de som para festas temáticas onde romas poderão promover eventos temáticos e arrecadar dinheiro através de seu trabalho (o mesmo encontra-se na sede oficial da UCB);
- Material elétrico para reforma de uma instituição que abriga deficientes físicos e mentais.
As notas fiscais estão conosco.
Entretanto, atenção! Outros eventos precisarão ser realizados em breve para colaborarmos com o restante da lista do material necessário para a reforma! Participem!
Em tempo, relembro que no segundo semestre de 2016 foram realizadas as atividades para o bem-estar animal, junto aos veterinários. Trabalho publicado no Canto Cigano e no PEAPAZ com o auxílio da diretora destes grupos, Janete Sales.
O material que não foi vendido, foi doado aos bazares permanentes de outras instituições que sustentam trabalhos espiritualistas. Também foi doado aos Fulny-o que estiveram em contato conosco em Petrópolis.
Livros e enciclopédia foram doados à igreja protestante que não possui ainda a inclusão digital.
Um trabalho para a auto-estima feminina foi desenvolvido com as roupas e os adereços femininos restantes para cozinheiras, merendeiras, manicures e auxiliares de serviços gerais. Sendo ainda oferecida orientação dietética e de aproveitamento de alimentos diminuindo o resíduo sólido e melhorando não só a alimentação mas a possibilidade de nutrição das famílias. Além da enfatização para o auto-exame de mama e a visita regular ao ginecologista, promovendo o auto-cuidado.
Em paralelo, os brinquedos, roupas e calçados de crianças não foram vendidos. Afinal, uma mãe que precisa comprar um sapatinho, um casaquinho ou um brinquedo para a sua criança num bazar... Já passa privação demais. Neste espírito fraterno, a UCB realizou a doação dos mesmos aos carentes, em grave situação de risco, mantendo o serviço que já realiza há anos.
Por todos estes motivos estamos aqui!
Prestando contas dos nossos atos, em respeito a todas as suas doações. Em respeito a todos aqueles objetos que um dia fizeram parte da vida de Vocês e que, com muito carinho expressado, foram-nos ofertado, para seguirem ao seu destino “final”.
Agradecemos a linda oportunidade de trabalho gerada pelo crédito que todos vocês (e cada um de Vocês) depositaram em nós!
Mais do que bens...Prosperidade!
Esta é a vibe!
Gratidão!
UCB/PTBF

por Marcia Cristina B. N. Varricchio

10 de abr de 2017

Yul Brynner canta Gipsy

Neste vídeo a voz encantadora
e o olhar carismático 
Ator Yul Brynner 
presidente honorário do International Romani Union,
um escritório que manteve até a sua morte.

8 de abr de 2017

DIA 08 DE ABRIL DIA INTERNACIONAL RROMA


YUL BRYNNER, LIDERANÇAS  E A ETNIA RROMA 
Ator milionário e famoso, Yul Brynner importava-se  com o destino de seus irmãos ciganos.

Teve um grande sonho: constituir uma nação Rroma para dar lar e abrigo a todo seu povo.
Junto às lideranças ciganas capitaneou uma campanha dentro da ONU, para o reconhecimento
oficial da etnia Rroma como um povo com cultura, tradições, folclores, idiomas e dialetos.
No dia 08 de abril de 1971 em Londres, sob a sua presidência, foi constituída a primeira reunião
formal da Union Romani Internacional, tornando-se representante oficial de direito da etnia Rroma na
ONU.
Assim, estipulou-se como data oficial o dia 08 de abril como o Dia Internacional Rroma, houve a
oficialização da bandeira Rroma e estabeleceram-se as diretrizes e bases da Union Romani
Internacional.

Yul Brynner foi declarado como presidente  de honra vitalício  da Union Romani Internacional,
cargo que exerceu plenamente, e diariamente até a sua morte em 1985.
No Primeiro Congresso Rroma - Romipen em 1971 foi concretizado graças ao trabalho de Yul
Brynner, Mateo Maximoff, Juan de Dios Ramirez Heredia, Grattan Puxon, Vanko Roudy. 
Como tradutores responsáveis Donald Kenrick, e o grande gênio kalderash Mateo Maximoff, que
também traduziu o Novo Testamento para o romani kalderash (pois foi pastor evangélico).* 
É a maior etnia vivente sem país geográfico do Planeta Terra. Vivendo em todos os continentes,
pertencentes a um dos troncos chaves (Calon, Sinti, Ron, etc) ou seus sub grupos. Idiomas (Calon,
Romani ,Sinti) com mais de 100 dialetos falados.
Viver e deixar viver. A vida é sagrada! Deve ser respeitada e promovida, jamais destruída!
OPRE RROMA!

Publicação : Marcia Cristina B. N. Varricchio
*Fonte desta informação: Concedida pelo médico Rroma Arnaldo Reisdec.

6 de abr de 2017

I FESTIVAL INTERNACIONAL DE CULTURA CIGANA-RJ 2017 - LUCIA SONS


DIA 8 DE ABRIL É O DIA INTERNACIONAL DOS CIGANOS
Nessa data, vem aí o I FESTIVAL INTERNACIONAL DE CULTURA CIGANA-RJ 2017
LOCAL: Olympico Club Copacabana 

Rua Pompeu Loureiro 116 às 17h próximo à estação Metrô Cantagalo
A Música, a Dança, os costumes e tradições, a magia, os mistérios, o encanto e a história do povo cigano. Mostra-Livre de Danças: cigana, flamenco rumba catalana, folclore árabe, dança do ventre, tribal fusion etc, ( solo e grupo ), Uma Show de Gala Internacional Banda Internacional de Gipsy Jazz , Homenagem especial a um cigano, Baile Cigano Feira de Art Cultura & Oráculos: expositores de artesanato, moda, acessórios bijuterias, perfumaria, maquiagem, beleza, produtos e serviços esotéricos terapias, cartomantes, baralho cigano, vidência, vidas passadas...
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: direcaoartisticaprafac@gmail.com
TEL: 974807670 ZAP: 993008398
Primeiro Festival Internacional de Cultura Cigana- 08/04/ 2017


Evento promovido pela Lucia Sons
Compartilhado por Marina da paz como divulgação

20 de mar de 2017

Nações Indígenas - Marcia Cristina B. N. Varricchio

Nações Indígenas  por:
Marcia Cristina B. N. Varricchio

Respeitar para dar-se ao respeito (Parte 1)
Muitas questões no contexto indígena precisam ser resolvidas, dentro de um olhar abrangente.
Soluções que nem sempre agradam a todos (nem brancos, nem vermelhos)...
Faz-se necessário ouví-los. O que pensam? quais seus conceitos?
Serão tão diferentes assim dos não índios?
Existem vários documentos em filmes e em vídeos disponíveis.
Para começar a reflexão, ache interessante trazer um pequeno trecho onde ouvimos os antigos contarem parte da história, o seu respeito pelos que trabalharam com eles de maneira íntegra...Rondon, Villas Boas, dentre outros.
O documentário é maior e muito interessante. Recomendo.
A arte sensibiliza o que a ciência humanística nos expõe.
E, no fundo, o valor de sempre: Saber respeitar para dar-se ao respeito!
A partir daí, conflitos podem ser minimizados.
Sem o respeito ao ser humano e nem aos seres vivos, observa-se a prepotência e os interesses financeiros sobrepujando não somente a eles, mas a todos nós.
Neste documentário, um deles lembra que não será apenas o neto indígena dele sem fonte de água, mas as futuras gerações, independentemente de etnia.
Nada mais razoável do que se pensar assim...
Nações Indígenas - o início de uma reflexão através de um trecho de filme:"O último kuarup branco".
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